Do CAMPO À COMMODITY: A EXPANSÃO DA SOJA E A RECONFIGURAÇÃO SOCIAL NO VALE DO JAMARI

Resumo

O crescimento do agronegócio em Rondônia foi impulsionado pela abertura de novas áreas e pela substituição de pequenas propriedades por grandes produções voltadas à soja. No Vale do Jamari, essa expansão provocou mudanças profundas na estrutura fundiária, com a substituição da agricultura diversificada por monoculturas de soja e milho, além da pecuária. Apesar de gerar renda e empregos, o avanço do agronegócio trouxe impactos negativos, como a contaminação por agrotóxicos, que inviabiliza a produção em pequenas propriedades e força agricultores a venderem suas terras, favorecendo a concentração fundiária. Essas transformações também afetam a educação no campo. Desde o final dos anos 1990, ocorre o fechamento de escolas rurais, dificultando o acesso à educação para populações do campo. Embora a legislação brasileira reconheça a importância da educação rural, na prática há redução de investimentos, precarização e substituição de escolas locais por unidades centralizadas, exigindo deslocamento dos alunos. O texto evidencia uma contradição: enquanto o agronegócio se expande e fortalece a economia, ele também contribui para a concentração de terras, o enfraquecimento das pequenas propriedades e a precarização da educação no campo, comprometendo a permanência das populações rurais.

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